A coluna de Fábia Oliveira revelou com exclusividade que Belo apresentou um recurso na Justiça após ser condenado pelo cancelamento de um show em Campinas (SP) em 2023. Em junho deste ano, o cantor e as empresas envolvidas foram condenados a devolver o cachê recebido e a indenizar a produtora responsável pelo evento por danos morais.
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No recurso, assinado em 22 de julho, Belo reafirmou que o contrato do show foi encerrado porque a contratante não conseguiu as licenças e alvarás necessários para o evento. No entanto, a sentença apontou que a Vidotti Eventos conseguiu um novo local e obteve autorizações da Prefeitura e do Corpo de Bombeiros a tempo.
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No recurso, Belo também argumentou que não deveria ser parte da ação, pois o contrato foi assinado somente entre a Vidotti Eventos e a Digital Prime.
O cantor considerou “equivocada” a condenação por danos morais, afirmando que a produtora não provou impacto em sua honra, reputação, imagem ou credibilidade, requisitos necessários para esse tipo de indenização.
Além disso, Belo solicitou que, caso a condenação seja mantida, o valor da indenização seja reduzido a um montante “razoável”, alegando que o valor fixado foi excessivo.
Vale ressaltar que, além de Belo, a GR Shows e a Digital Prime também foram condenadas. As duas empresas já haviam recorrido antes do cantor, buscando a reforma da sentença.
RELEMBRE O CASO
Belo, a GR Shows e a Digital Prime foram processados em 2023 pela Vidotti Eventos após o cancelamento de um show em Campinas, apenas meia hora antes da abertura dos portões.
Em setembro daquele ano, os réus foram condenados a pagar cerca de R$ 515 mil, mas a sentença foi anulada após recurso da defesa de Belo, que apontou rejeição indevida de sua contestação.
Em 1º de junho deste ano, a 33ª Vara Cível do Foro Central do Tribunal de Justiça de São Paulo emitiu nova sentença, condenando novamente os réus. A decisão afirmou que o show não ocorreu por culpa exclusiva dos réus.
A juíza concluiu que a produtora regularizou a mudança do local e obteve as autorizações necessárias. Já Belo e as empresas não provaram que o novo local era inadequado ou apresentaram outro fator que inviabilizasse o evento.
A magistrada Ana Carolina Miranda de Oliveira reconheceu a rescisão do contrato por culpa exclusiva dos réus.
Embora a Vidotti tenha solicitado indenização por danos materiais de R$ 335.295, referente a gastos com fornecedores e equipe, esse pedido foi rejeitado por falta de comprovação.
A juíza, no entanto, reconheceu os danos morais, destacando que o cancelamento causou constrangimento à produtora e frustrou o público, afetando a reputação e credibilidade da empresa.
Por fim, Belo, a GR Shows e a Digital Prime foram condenados a devolver o cachê de R$ 160 mil e a pagar R$ 50 mil por danos morais à Vidotti Eventos, totalizando R$ 210 mil.


