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Envolvimento de Deolane e Marcola vem à tona

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Na última semana, a Justiça de São Paulo decidiu manter as prisões preventivas de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e de familiares do apontado líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao negar os pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa, a 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo concluiu que há indícios de que o criminoso continuava exercendo influência sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolve até mesmo a influenciadora digital Deolane Bezerra. Todas essas informações foram divulgadas pela colunista Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles.

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Segundo as investigações, o esquema é apurado no âmbito da Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo. A apuração aponta que uma transportadora de fachada, localizada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido utilizada para movimentar recursos da facção criminosa e ocultar patrimônio de integrantes da cúpula do PCC.

De acordo com o Ministério Público, Ciro Cesar Lemos, apontado como operador financeiro da organização criminosa, administrava patrimônio atribuído a Marcola e a Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, além de cumprir determinações da cúpula da facção. Durante a análise do celular apreendido com ele, os investigadores encontraram registros de depósitos destinados às contas da influenciadora Deolane Bezerra e de Everton de Souza, conhecido como “Player”.

Ainda conforme a investigação, entre 2018 e 2021, Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados, todos inferiores a R$ 10 mil. Segundo o Ministério Público, esse tipo de operação, conhecido como smurfing, é utilizado para dificultar o rastreamento da origem dos recursos. As investigações também apontam que Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e residente na Espanha, seria um dos elos entre a influenciadora e a estrutura financeira investigada.

Na decisão, o Tribunal destacou que os crimes investigados, como organização criminosa e lavagem de dinheiro, possuem natureza permanente. Por isso, os desembargadores entenderam que permanecem presentes os requisitos para a manutenção das prisões preventivas, considerando o risco de continuidade das supostas atividades criminosas, a possibilidade de ocultação patrimonial e a necessidade de preservar as investigações.

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Em nota, o advogado Bruno Ferullo Rita, responsável pela defesa de Marcola e de seus familiares, afirmou que discorda da decisão e informou que recorrerá às instâncias superiores. Segundo ele, os habeas corpus tratavam apenas da legalidade das prisões preventivas, sem analisar o mérito das acusações, que continuam sendo discutidas na ação penal.

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