O marinheiro chinês Poon Lim entrou para a história após sobreviver sozinho por 133 dias à deriva no Oceano Atlântico durante a Segunda Guerra Mundial. O caso aconteceu em 1942, depois que o navio onde ele trabalhava foi afundado por torpedos alemães no meio do mar.
Poon era comissário do navio mercante britânico SS Ben Lomond quando a embarcação foi atacada a cerca de 750 milhas da região do Rio Amazonas. Segundo relatos históricos, o navio afundou em menos de dois minutos após ser atingido.
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Enquanto praticamente toda a tripulação morreu no ataque, Poon conseguiu escapar usando um colete salva-vidas e encontrou uma jangada de emergência equipada com pequenas quantidades de comida, água e alguns objetos básicos de sobrevivência.
Com o passar dos dias, os mantimentos acabaram e ele precisou improvisar para continuar vivo no meio do oceano. Para matar a sede, recolhia água da chuva usando pedaços de lona. Já para se alimentar, criou anzóis improvisados com peças metálicas da jangada, pescava peixes e deixava a carne secando ao sol para conservar os alimentos. Segundo relatos da época, ele também passou a caçar gaivotas e chegou a beber o sangue das aves em momentos extremos de desidratação.
Além da fome e da sede, Poon ainda enfrentava outro perigo constante: tubarões que circulavam ao redor da jangada. Em determinado momento, ele conseguiu capturar e matar um dos animais para se alimentar.
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Durante os mais de quatro meses perdido no Atlântico, o marinheiro também tentava manter o corpo ativo nadando ao redor da embarcação improvisada. Já extremamente debilitado, Poon foi encontrado no dia 5 de abril de 1943 por pescadores brasileiros próximo da costa do Pará. Sem conseguir se comunicar em português, apenas demonstrou que estava faminto.
Após o resgate, ele foi internado em um hospital no Brasil e depois enviado de volta à Inglaterra, onde recebeu homenagens do rei George VI.
Anos mais tarde, Poon Lim se mudou para os Estados Unidos. Ele morreu em 1991, aos 73 anos, deixando registrada uma das histórias de sobrevivência mais impressionantes já documentadas no oceano.


