Já imaginou precisar mudar de gênero apenas para evitar que sua família passe fome? Essa foi a atitude adotada por Noria, uma garota de 13 anos, natural da província de Helmand, no sul do Afeganistão.
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Após a morte do pai e diante das severas restrições impostas pelo Talibã, a adolescente viu sua vida mudar completamente. Com mulheres proibidas de exercer diversas profissões no país, Noria se tornou a única esperança de sustento da família. Para conseguir trabalhar sem levantar suspeitas, ela passou a viver como menino.
Durante três anos, Noria trabalhou em um café enquanto escondia sua verdadeira identidade. O disfarce permitiu que ela garantisse comida e condições mínimas de sobrevivência para sua família em meio à crise enfrentada pelo país.
No entanto, a situação mudou drasticamente quando sua identidade foi descoberta. A adolescente acabou sendo detida, e sua história rapidamente ganhou repercussão internacional, chamando atenção para a dura realidade enfrentada por mulheres e meninas afegãs sob o atual regime talibã.
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O caso de Noria se tornou símbolo das medidas extremas que muitas famílias precisam adotar para sobreviver em um cenário marcado por restrições.


