Já imaginou um erro médico resultar em você ter que gerar um bebê que não é seu? Isso foi o que aconteceu com o casal Tiffany Score e Steven Mills, ao passarem por um tratamento de fertilização assistida em Orlando, na Flórida. Em abril de 2025, Tiffany recebeu a implantação de um embrião que, sem que o casal soubesse, pertencia a outra família.
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A gravidez ocorreu normalmente e, em dezembro do mesmo ano, nasceu a pequena Shea. Desde o primeiro momento, Tiffany e Steven assumiram todos os cuidados da bebê e criaram um forte vínculo emocional com a criança, vivendo intensamente a experiência da maternidade e da paternidade.
No entanto, após o nascimento, algumas características físicas começaram a chamar atenção do casal. As dúvidas levaram à realização de um teste de DNA, que confirmou uma descoberta devastadora: Shea não possui qualquer vínculo genético com Tiffany e Steven. O exame ainda apontou que a bebê possui origem genética sul-asiática, enquanto o casal é branco.
Com a confirmação do erro clínico, os advogados da família iniciaram uma investigação para localizar os possíveis pais biológicos da criança. A clínica analisou informações de cerca de 16 casais que passaram por procedimentos em datas próximas, até conseguir identificar possíveis compatibilidades.
Hoje, com aproximadamente quatro meses de vida, Shea está no centro de uma situação extremamente delicada. Tiffany e Steven descrevem o momento como “agridoce”, já que, ao mesmo tempo em que tentam lidar com o impacto do erro médico, também enfrentam a incerteza sobre o futuro da bebê.
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Apesar do forte laço criado desde a gestação, o casal declarou que entende que, do ponto de vista ético e legal, a criança pode ser reunida aos pais biológicos, caso eles desejem e tenham condições de assumir sua guarda.


