
Desligue o plugue: economize energia em casa (Foto: Instagram)
Quando se pensa no consumo de energia em casa, muitos apontam imediatamente para a geladeira. Afinal, ela fica ligada o tempo todo, sem pausas ou intervalos. No entanto, o consumo de um eletrodoméstico não depende apenas do tempo em que está conectado à tomada. A potência também é um fator crucial, e é nesse ponto que alguns vilões silenciosos da cozinha se destacam.
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Dentro de uma residência, há dois tipos principais de consumo elétrico. De um lado, estão os aparelhos que demandam muita energia rapidamente, como forno, ferro de passar, aquecedor, secador de cabelo, fritadeira elétrica e cooktops. Do outro, estão aqueles que consomem menos por hora, mas funcionam por longos períodos, como a geladeira.
Essa diferença altera completamente a percepção sobre quem realmente consome mais energia em determinado momento. Um aparelho pode ser usado por apenas uma hora e, ainda assim, consumir muito mais do que outro ligado durante grande parte do dia.
O forno elétrico frequentemente se destaca entre os grandes eletrodomésticos da cozinha como um dos mais exigentes. Dependendo do modelo, idade, tecnologia e eficiência energética, seu consumo pode variar, mas geralmente fica entre 2.000 e 3.000 watts durante o uso.
Para comparação, placas de indução e vitrocerâmicas podem variar de 1.500 a 6.500 watts. Ferros de passar podem consumir entre 1.500 e 3.500 watts. Radiadores elétricos, termos elétricos e fritadeiras também costumam operar em faixas altas de potência.
O forno precisa sair da temperatura ambiente e alcançar temperaturas elevadas, muitas vezes acima de 180 °C ou 200 °C, dependendo da receita. Para isso, ele demanda uma carga intensa de energia em um curto espaço de tempo. Depois, continua trabalhando para manter o calor interno estável.
Por isso, uma hora de forno ligado pode pesar tanto no consumo. Mesmo que ele não seja usado diariamente, cada uso representa um pico significativo de consumo. E há outro detalhe: alguns modelos também consomem energia em modo de espera, ainda que em menor quantidade.
A geladeira, por outro lado, opera de maneira diferente. Modelos eficientes podem consumir entre 100 e 300 kWh por ano, o que equivale a cerca de 0,27 a 0,82 kWh por dia. Isso representa uma média aproximada entre 30 e 90 watts por hora.
Nos modelos mais antigos ou menos eficientes, o consumo anual pode ultrapassar 600 kWh. Mesmo assim, a geladeira não opera em potência máxima o tempo todo. O motor liga e desliga em ciclos, conforme a necessidade de manter a temperatura interna.
Enquanto o forno precisa gerar muito calor rapidamente, a geladeira trabalha para manter o frio. Ela estabiliza o ambiente interno, corrige variações de temperatura e reage quando a porta é aberta, quando alimentos quentes são colocados dentro ou quando a vedação não está em boas condições.
Portanto, comparar forno e geladeira exige cuidado. A geladeira pode acumular consumo ao longo do ano por estar sempre ligada, mas o forno concentra um consumo muito alto em pouco tempo. Em potência instantânea, ele pode equivaler a dezenas de geladeiras eficientes funcionando ao mesmo tempo.
Para reduzir esse impacto, algumas medidas simples fazem diferença. Aproveitar o forno para preparar mais de uma receita ao mesmo tempo, evitar abrir a porta repetidamente e desligá-lo alguns minutos antes do fim do preparo, usando o calor residual, ajuda a cortar desperdícios.
Também é comum que algumas pessoas substituam o forno pela fritadeira elétrica em receitas menores. Nem sempre ela é a melhor opção para tudo, mas pode consumir menos em preparos rápidos, especialmente quando não é necessário aquecer uma cavidade grande.


