O governo Lula acabou de cobrar 25% de imposto pra construir um data center no Brasil. Eu vou te explicar por que isso é uma das medidas mais burras da nossa história recente. A resolução oito cinco dois, da Camex, elevou em até 25% a alíquota de importação dos servidores de grande capacidade aqui no Brasil.
Na prática, o governo está taxando a coluna vertebral da economia digital. Enquanto Texas, a Virgínia, o Chile, a Irlanda e até a Arábia Saudita disputam data centers de inteligência artificial com incentivos agressivos, já o Brasil atrasa a própria largada, taxando o que seria a nossa vantagem. Preste atenção no que esse país tem, turma. Matriz energética que é a mais limpa entre as dez maiores economias do mundo. Hidrelétrica, eólica, solar em abundância. Mercado interno continental. Fibra óptica submarina conectando três continentes diferentes. Clima, geografia, escala. O que faz a inteligência artificial rodar? Energia barata, limpa e abundante.
Quem tem isso em oferta quase infinita? A gente. O Brasil tinha tudo pra ser a plataforma que escala AI no mundo. Não tinha, tem. Essa janela ainda está aberta. Aí vem a pergunta que ninguém quer fazer: por que um governo destruiria, de propósito, a maior vantagem competitiva do seu próprio país? Porque a esquerda brasileira monetiza a miséria. A pobreza é o ativo eleitoral do Lula. País desenvolvido não vota nessa gente. Empresa forte não vota nessa gente. Classe média crescente não vota nessa gente. Por isso ela precisa do Brasil pequeno, dependente, atrasado, desempregado e vivendo no ódio.
Taxar data center é manter o Brasil na idade das trevas digitais, enquanto o resto do mundo constrói o século XXI. É condenar a próxima geração a importar, caríssimo, o futuro que a gente poderia estar produzindo aqui. O Brasil não é um país pobre, turma. O Brasil é um país, sim, empobrecido por quem governa, pra que ele continue pobre. Enquanto o mundo disputa a próxima revolução industrial, a gente tá aqui discutindo se taxar servidor rende voto, por causa de uma narrativa de soberania nacional.
A próxima geração vai perguntar o que a gente fez quando tinha energia limpa, escala continental e a janela de AI aberta na nossa cara. Eu quero responder que a gente construiu mesmo assim, pagando caro, remando contra, mas construiu. Porque quem sustenta o Brasil nunca foi o governo, mas quem sempre se recusou a aceitar o Brasil pequeno. Conto com vocês pra que essa revolta aconteça. É inadmissível que a gente perca essa, que é a maior janela de oportunidade da história da humanidade, muito maior do que o surgimento da energia elétrica. Outubro tá aí. Vote naquele que quer o Brasil grande, não mantê-lo na miséria. Bora construir Brasil.


