
Mulher é resgatada após 30 minutos agarrada a rocha na Baía de São Francisco (Foto: Instagram)
Maxime Rancourt iniciou seu dia planejando um mergulho revigorante nas águas da Baía de São Francisco. O que deveria ser apenas um momento de adrenalina para começar o dia acabou se tornando uma batalha de trinta minutos pela sobrevivência. A nadadora, que se considera experiente, ficou isolada em uma área conhecida por suas correntes traiçoeiras e ondas de grande impacto.
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Relatórios locais apontam que cerca de 32 pessoas precisam de resgate naquela região anualmente devido à força das águas. No dia do incidente, a temperatura do mar estava por volta de 13°C, o que aumenta o desgaste físico e o risco de hipotermia. Mesmo com uma previsão do tempo aparentemente favorável, as condições mudaram rapidamente assim que ela entrou na água.
“Eu estava olhando para as ondas e comentando como eram bonitas. Sou uma boa nadadora, mas não costumo nadar ali”, contou ela em entrevista. A confiança inicial logo deu lugar à percepção do perigo real quando uma corrente poderosa a afastou da costa.
A correnteza puxou Rancourt e sua prancha para o mar com uma rapidez inesperada. Em pouco tempo, ela estava a quase 15 metros da areia, sem conseguir voltar pelos meios normais. O relevo da costa e o movimento das águas criaram uma barreira difícil de superar.
“De repente, fui puxada e ainda estava perto. Pensei que conseguiria voltar, mas a água estava tão forte. Eram ondas assim. Eu estava presa no meio”, explicou ela sobre o momento em que percebeu que havia perdido o controle da situação.
Depois de lutar contra as ondas, Rancourt conseguiu se segurar em uma rocha na base de um penhasco. Com o último esforço de suas energias, ela se arrastou para fora da água e se agarrou à pedra para evitar ser levada de volta pelo mar. A rocha estava posicionada a cerca de 21 metros abaixo do topo do penhasco.
“A corrente estava extrema. Eu pulei e agarrei a rocha para ficar ali, e a água ainda vinha na minha direção”, descreveu Rancourt. Ela permaneceu apenas de traje de banho, enfrentando o vento gelado e os respingos constantes da água fria. “Tudo foi tão rápido. Eu estava na rocha e comecei a escalar da esquerda para a direita e então percebi que não era uma boa ideia, mas era a ideia para me salvar no momento.”
Após trinta minutos de espera, um pedestre que passava pela parte superior do penhasco avistou a mulher e acionou os serviços de emergência. A equipe de resgate costeiro do Departamento de Bombeiros de São Francisco chegou ao local em poucos minutos. Um bombeiro realizou uma descida de rapel pela face da rocha para alcançá-la, enquanto outros dois garantiam a segurança no topo.
Após ser levada para um local seguro, Rancourt abraçou o socorrista que desceu para buscá-la. “Obrigada por salvar minha vida”, disse ela. “Por sua causa, vou ter um futuro e vou ter filhos.”
Em uma conversa posterior, ela demonstrou a consciência sobre a gravidade do que enfrentou no mar. “Disseram que eu tive sorte de estar viva, sabe. Eu poderia ter morrido”, afirmou. Após o ocorrido, Rancourt declarou que não tem planos imediatos de retornar àquelas águas.


