
Ressonância revela acúmulo prolongado de ácido hialurônico (Foto: Instagram)
O uso de preenchedores faciais com ácido hialurônico tornou-se um dos procedimentos estéticos mais populares globalmente. Muitas pessoas utilizam essa substância para suavizar rugas, aumentar os lábios ou definir o contorno facial. Conforme a Sociedade Americana de Cirurgia Dermatológica, o ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no corpo humano.
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Por ser um componente já existente no organismo, há uma crença popular de que esses preenchedores são totalmente absorvidos em um curto espaço de tempo, geralmente entre seis meses e um ano. Contudo, um caso recente compartilhado pelo médico Kami Parsa, cirurgião oculoplástico e reconstrutor, trouxe novas informações que estão mudando a percepção de especialistas e pacientes sobre a duração desses produtos.
Dr. Parsa apresentou o exame de ressonância magnética de uma paciente de 33 anos que havia aplicado 12 seringas de preenchedor ao longo de seis anos. O objetivo era observar como o material se comportava nos tecidos internos da face após tanto tempo. O resultado revelou algo surpreendente sobre a quantidade e a permanência da substância no rosto da mulher.
Ao analisar o exame, o médico identificou diversas áreas coloridas em verde que correspondiam ao preenchedor não dissolvido. O dado mais impressionante foi o volume encontrado. Embora a paciente tivesse injetado uma quantidade específica ao longo dos anos, a análise volumétrica mostrou que havia quase 28 centímetros cúbicos de substância em seu rosto. Isso representa quase o dobro do volume total que foi originalmente injetado.
O Dr. Parsa explicou que esse fenômeno acontece porque os preenchedores de ácido hialurônico são hidrofílicos. Isso significa que eles têm uma forte afinidade com a água e a atraem para o local da aplicação. Além de reter o líquido, a substância causa uma expansão dos tecidos ao redor.
“O que é interessante aqui é que, quando fizemos a análise volumétrica, quando medimos a quantidade de preenchedor, acabou chegando perto de 28cc, o que é quase o dobro da quantidade de preenchedor injetada. O que isso nos mostra é que os preenchedores de ácido hialurônico são hidrofílicos, o que significa que eles amam água e também causam expansão tecidual”, explicou o médico.
Segundo o especialista, as descobertas mostram que o uso desses produtos pode ter sido exagerado por muitos anos na indústria estética. Ele ressalta que é fundamental compartilhar esses achados para que o público entenda os riscos. “Sentimos que, às vezes, os preenchedores de ácido hialurônico foram usados em excesso por muitos anos. Sentimos que é importante compartilhar nossas descobertas. Esperamos que as pessoas aprendam que menos é mais quando se trata do preenchedor de ácido hialurônico”, afirmou ele em entrevista.
A divulgação dessas informações gerou uma onda de comentários e preocupações nas redes sociais. Diversas pessoas relataram experiências semelhantes, notando que seus lábios ou maçãs do rosto continuam volumosos mesmo após anos sem realizar novos procedimentos. “Eu fiz meus lábios pelo menos 10 vezes desde 2018. No começo ele dissolvia, agora não faço há 3 anos e eles ainda estão tão cheios”, escreveu uma seguidora. Outra pessoa demonstrou ansiedade ao saber que a aplicação única que fez há quatro anos pode ainda estar lá: “Eu coloquei 1ml de preenchedor labial uma vez, 4 anos atrás, e agora estou estressada”.
Diante da permanência prolongada do ácido hialurônico, surge a dúvida sobre quais seriam as melhores alternativas para quem busca rejuvenescimento facial sem os riscos de acúmulo excessivo de substâncias sintéticas. Questionado sobre o uso de transferência de gordura do próprio corpo, o Dr. Parsa defendeu o método. “A transferência de gordura, se realizada corretamente, é o melhor preenchedor”, respondeu o cirurgião.
A discussão sobre a durabilidade dos injetáveis é central para quem planeja procedimentos de longo prazo. Muitas pessoas acreditavam que o processo de quebra da substância pelo organismo era rápido. “Quanto tempo dura? Eu pensei que fosse apenas por cerca de um ano e depois ele se quebrava?”, questionou um internauta. O Dr. Parsa respondeu diretamente que “estudos mostram que eles podem durar mais de 10 anos”.


