A nadadora síria Yusra Mardini ganhou reconhecimento internacional após ajudar a salvar cerca de 20 pessoas ao empurrar um bote inflável no mar Egeu, em 2015, enquanto fugia da guerra na Síria. Após chegar à Alemanha, ela retomou a carreira esportiva e passou a integrar a Equipe Olímpica de Refugiados.
Na travessia, Yusra nadou por cerca de três horas ao lado de outras pessoas para evitar que a embarcação afundasse. O grupo conseguiu chegar em segurança ao destino, em um episódio que marcou sua trajetória.
Já estabelecida em Berlim, a atleta voltou aos treinamentos e foi selecionada para competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Posteriormente, também participou dos Jogos de Tóquio 2020, consolidando sua presença no cenário esportivo internacional.
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Em entrevista ao jornal The Independent, Yusra relembrou as dificuldades enfrentadas durante a guerra. “Algumas vezes não podíamos treinar por causa da guerra e algumas vezes nadávamos em piscinas onde os tetos haviam sido explodidos em três ou quatro lugares diferentes”, disse.
Em 2017, aos 19 anos, ela se tornou a embaixadora da boa vontade mais jovem do ACNUR. Sua história também inspirou o filme The Swimmers, que retrata sua trajetória desde a fuga da Síria até a participação nos Jogos Olímpicos. “Sei que, se não soubesse nadar, jamais estaria viva. É uma memória boa”, declarou.


