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Companhia Elétrica Nacional confirma apagão e deixa 10 milhões de pessoas em Cuba sem energia

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Triciclo parado na escuridão do Malecón após o apagão que atingiu toda Cuba (Foto: Instagram)

Na segunda-feira (16/3), a Companhia Elétrica Nacional anunciou que um colapso no sistema elétrico de Cuba deixou cerca de 10 milhões de pessoas sem energia. Segundo o comunicado oficial, a interrupção atingiu praticamente toda a ilha, provocando a suspensão dos serviços em residências, comércios e instituições públicas. A extensão do apagão levou autoridades a mobilizarem equipes de emergência para avaliar danos em linhas de transmissão e subestações, na tentativa de restabelecer o fornecimento o mais rápido possível.
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O incidente foi atribuído a uma falha simultânea em diversos pontos da rede de transmissão, o que provocou uma sobrecarga e consequente desligamento automático das usinas geradoras. No momento, não foram divulgados detalhes sobre quais equipamentos apresentaram defeito, o que dificulta a previsão dos prazos de reparo. Técnicos do setor elétrico trabalham 24 horas para identificar as causas exatas do colapso, realizando testes de isolamento e vistoriando torres e cabos de alta tensão para detectar possíveis danos estruturais.
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O sistema elétrico cubano baseia-se majoritariamente em termelétricas movidas a combustíveis fósseis, complementadas por fontes renováveis em expansão, como solar e eólica. A Companhia Elétrica Nacional, responsável pela geração, transmissão e distribuição, enfrenta desafios antigos, incluindo obsolescência de equipamentos importados há décadas e dificuldades logísticas para importação de peças de reposição. Além disso, fenômenos climáticos extremos, como furacões e tempestades tropicais, têm historicamente causado danos significativos à infraestrutura, exigindo constantes ações de manutenção preventiva e corretiva.

Apagões de grande magnitude não são inéditos em Cuba. Ao longo dos últimos anos, episódios de queda no fornecimento foram registrados em diferentes regiões, muitas vezes em decorrência de paradas programadas para manutenção ou restrições de combustível. Em ocasiões anteriores, o governo cubano divulgou planos de redução de consumo e racionamento de energia, método que busca equilibrar a demanda com a capacidade disponível das usinas. Ainda assim, o episódio atual se destaca pela abrangência e pela simultaneidade das falhas.

Para restaurar a eletricidade, equipes de engenheiros e técnicos dividem as manobras em etapas, iniciando pela recomposição de conexões principais entre as geradoras e as subestações de maior porte. Em seguida, realizam reenergização gradual de trechos da rede para evitar novos sobrecarregamentos. Esses procedimentos envolvem o uso de equipamentos de ressonância e medidores digitais de corrente, capazes de detectar pontos de falha com maior precisão. A coordenação entre as diferentes unidades operacionais é fundamental para acelerar o retorno do serviço.

O apagão generalizado afeta serviços essenciais, como hospitais, sistemas de saneamento e transporte público, que dependem de energia ininterrupta. Em algumas localidades, geradores de emergência foram acionados para garantir o funcionamento mínimo de unidades de saúde e centros de comunicação. A Companhia Elétrica Nacional afirmou que mantém contato direto com órgãos de segurança e defesa civil para priorizar o restabelecimento em áreas críticas. Enquanto isso, a população enfrenta desafios cotidianos, como a falta de eletricidade para refrigeração de alimentos e abastecimento de água.

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