
Ruínas de edifícios após ataque coordenado de Israel e EUA no Irã (Foto: Instagram)
Na manhã deste sábado (28/2), Israel e Estados Unidos atacaram o território iraniano em uma operação militar coordenada contra o Irã. O anúncio da ação foi feito de forma conjunta pelos dois governos, sem detalhar o tipo de armamento empregado ou as localizações exatas dos alvos. Autoridades de ambos os países afirmaram que o ataque foi planejado para responder a supostas ameaças vindas de grupos apoiados pelo Irã na região, em especial na Síria e no Iraque, onde já ocorrem confrontos esporádicos entre as forças israelenses e milícias ligadas a Teerã.
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Os detalhes operacionais não foram divulgados pelos porta-vozes oficiais de Israel e dos Estados Unidos, que mantiveram sigilo sobre a quantidade de lançamentos, o tipo de plataformas envolvidas e as eventuais baixas. Fontes militares independentes afirmam que a manobra pode ter sido conduzida a partir de bases navais e aéreas posicionadas no Golfo Pérsico, onde navios de guerra e esquadrões de aeronaves estarão prontos para monitorar qualquer movimentação de resposta por parte de Teerã.
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A ofensiva reforça o padrão de escalada de tensão que se acumula há anos entre Israel e Irã, alimentado pela recusa de Teerã em interromper seu programa nuclear e pelo apoio de Washington a medidas de pressão econômica e diplomática. Desde 2018, quando os Estados Unidos se retiraram do Acordo Nuclear de 2015, há um ciclo contínuo de sanções e retaliações, que inclui ataques a pontos estratégicos, derrubada de drones e interferências em rotas de petroleiros no Golfo.
No passado recente, grupos ligados ao Irã já haviam realizado disparos de mísseis e ataques com foguetes contra bases militares usadas pelas tropas norte-americanas no Iraque e na Síria. Em resposta, Israel e Estados Unidos promoveram bombardeios seletivos contra depósitos de armas e quartéis de milícias que, segundo analistas, recebem financiamento e suporte logístico de Teerã. O episódio deste sábado repete esse padrão de ação-reação e sinaliza uma correlação direta entre as ações israelenses e a linha dura adotada pela Casa Branca.
A comunidade internacional observa com preocupação esse novo capítulo de hostilidades. Especialistas em segurança regional destacam que, embora o Irã ainda não tenha reagido publicamente com grandes ataques, o risco de contra-ataques e de envolvimento de outros países da região permanece elevado. Qualquer escalada pode interferir na navegação comercial e no mercado global de energia, já que pontos de tráfego marítimo passam próximos a áreas de coleta de petróleo e gás controladas por Teerã.
Caso o Irã decida retaliar de forma mais contundente, a dinâmica de poder no Oriente Médio poderá sofrer novas alterações, com efeitos diretos nas alianças políticas e econômicas locais. Por ora, Israel e Estados Unidos divulgam ter cumprido seus objetivos militares sem registrar perdas, enquanto o governo de Teerã avalia a resposta mais adequada para não enfraquecer sua autoridade interna, mas também não demonstrar fragilidade diante dos adversários.


