
Donald Trump ameaça intervenção militar contra o Irã em novo ultimato nuclear (Foto: Instagram)
Em entrevista recente, o presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos poderão lançar ataque militar contra o Irã nos próximos dias caso Teerã não concorde com um novo pacto sobre o programa nuclear. Segundo Donald Trump, a paciência da administração americana está se esgotando e medidas mais incisivas não estão descartadas diante de uma eventual recusa iraniana.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
O alerta de Donald Trump reforça uma postura firme adotada desde o anúncio de retirada do Acordo Nuclear de 2015, formalmente chamado de Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA). Na avaliação do líder americano, cabe ao Irã aceitar termos mais rígidos de fiscalização e limitar sua capacidade de enriquecimento de urânio, sob pena de enfrentar retaliações diretas.
++ Homem viveu mais de 40 anos isolado na selva sem saber da existência das mulheres
O acordo original, firmado em 2015 entre Irã, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Rússia e China, previa restrições ao programa nuclear iraniano em troca do afrouxamento de sanções econômicas. Em maio de 2018, Donald Trump retirou unilateralmente os EUA do pacto, alegando falhas na fiscalização e insuficiente limitação das atividades nucleares de Teerã. A partir de então, as tensões entre Washington e Teerã se intensificaram, com endurecimento de sanções americanas e retaliações iranianas em nível diplomático e militar.
Após a retirada dos EUA do JCPOA, o Irã retomou gradualmente o enriquecimento de urânio com níveis mais elevados de pureza e ampliou o estoque de material, segundo relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O cenário atual reúne expectativas de negociações renovadas, mas também abre espaço para confrontos diretos caso as partes não estabeleçam um consenso político. A insistência de Donald Trump em um novo acordo busca endurecer ainda mais esses parâmetros.
Analistas apontam que, além do risco militar, existe um componente político doméstico na postura de Donald Trump, que enfrenta críticas internas e quer demonstrar firmeza em segurança nacional. Internacionalmente, a comunidade europeia e a AIEA tentaram manter vivo o pacto de 2015, mas carecem de mecanismos para reverter sanções impostas pelos EUA. Com o ultimato imposto por Trump, o mundo observa o desfecho dessas negociações que podem alterar profundamente o equilíbrio estratégico no Oriente Médio.

