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A importância desse gesto, conforme ressaltado pela rainha de bateria da Unidos da Tijuca, vai além do simbolismo: ela enxerga na atitude um passo para superar rivalidades e evitar disputas desnecessárias que, no passado, chegaram a gerar desconfortos e polêmicas antes e durante a folia. Ela explicou que abraçar colegas de outras escolas é uma maneira de fortalecer a tradição do samba, fundamentada em respeito e alegria, sem abrir mão da competitividade saudável que marca os desfiles no sambódromo. Além disso, essa atitude recebeu atenção da imprensa especializada e foi elogiada por integrantes de diversas escolas que viram no gesto um exemplo de respeito e coleguismo. A rainha também destacou que, em ensaios técnicos e em eventos oficiais, gestos de apoio são fundamentais para fortalecer vínculos.
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Historicamente, a figura da rainha de bateria surgiu como forma de valorizar a presença feminina no Carnaval, transformando-se em um símbolo de empoderamento e visibilidade. Essas mulheres, escolhidas por seu carisma e desenvoltura, representam o samba e atraem olhares do público e da mídia. A função exige, além de habilidades de dança e sincronia, preparo físico para acompanhar o ritmo do surdo e manter a energia durante todo o desfile, e por isso cada escola busca a candidata que melhor traduza sua identidade e história. Nos bastidores, a preparação envolve ensaios de coreografia e encontros com ritmistas e passistas, reforçando a coesão entre a bateria e sua rainha.
A Unidos da Tijuca, uma das mais tradicionais escolas cariocas, possui trajetória marcada por inovações e conquistas no Carnaval do Rio de Janeiro. Fundada em 1931, a agremiação foi responsável por diversos momentos históricos e conquistou títulos expressivos ao longo das décadas. A escolha de sua rainha de bateria reflete a busca por uma figura que seja, ao mesmo tempo, emblemática e próxima do público, capaz de transmitir o enredo da escola com elegância e paixão, cativando tanto os componentes quanto a audiência. A direção de carnaval da escola costuma trabalhar em conjunto com a rainha de bateria para alinhar figurino, samba-enredo e coreografia, garantindo que cada detalhe seja executado com precisão durante o desfile.
A defesa da união entre as rainhas de bateria também aponta para um movimento maior dentro do universo do samba, que busca fortalecer a representatividade feminina nas comunidades e nas escolas de samba. Ao compartilhar experiências e oferecer apoio, as rainhas podem inspirar novas gerações e criar uma rede de colaboração que transcenda as disputas internas. Esse intercâmbio também pode envolver oficinas e projetos sociais promovidos pelas próprias escolas, em que as rainhas atuam como embaixadoras culturais junto a comunidades de base, ampliando o alcance do samba além dos festejos carnavalescos. Essa postura reforça a ideia de que o Carnaval, além de espetáculo, é um espaço de construção coletiva, onde o sucesso de cada representante pode contribuir para o brilho de todo o evento.











