Um homem de 28 anos foi preso no Quênia após se passar por advogado e vencer 26 processos judiciais sem possuir formação jurídica ou registro profissional. Após ser detido, ele voltou a chamar atenção ao realizar a própria defesa no tribunal e vencer novamente um caso. O episódio veio a público após alerta da Sociedade de Advogados do Quênia (LSK), que identificou o uso indevido da identidade de um advogado real.
Segundo informações divulgadas pela BBC, o suspeito teria usado o nome do advogado Brian Mwenda Ntwiga. De acordo com a LSK, o nome verdadeiro do investigado é Brian Mwenda Njagi.
++ Vítima do piloto da Latam relata que avó a entregou para abusadores sexuais
O caso foi divulgado após a filial da LSK em Nairóbi emitir um alerta público sobre a situação. “Desejamos notificar a todos os membros da sociedade e ao público que Brian Mwenda Njagi não é um advogado do Tribunal Superior do Quênia. Nos registros da sociedade, ele também não é membro da filial”, disse.
De acordo com a entidade, o suspeito conseguiu acesso ilegal ao portal online que reúne advogados registrados. Após invadir o sistema, ele teria assumido uma conta com nome semelhante ao de um advogado verdadeiro, alterado o e-mail cadastrado e substituído as fotos originais por imagens próprias.
++ Congresso inicia tramitação de acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia
A fraude foi identificada quando o advogado Brian Mwenda Ntwiga entrou em contato com a entidade após não conseguir acessar sua conta no sistema. “Entramos em contato com o advogado Brian Mwenda Ntwiga, que confirmou que não havia solicitado um certificado de prática desde sua admissão, já que estava trabalhando no Gabinete do Procurador-Geral e não precisava de um certificado de prática. Só em setembro de 2023, quando tentou entrar no sistema e ativar seu perfil com a intenção de solicitar seu certificado de prática, ele percebeu que não conseguia acessar seu portal da LSK”, explicou a LSK.
Segundo relatos divulgados pela imprensa, após ser preso, o homem decidiu conduzir a própria defesa em tribunal e venceu novamente um processo judicial.
De acordo com a Organização Central de Sindicatos do Quênia (COTU), ele seria uma “mente jovem brilhante” que teve sucesso “sem as qualificações tradicionais”.

