
Congresso Nacional em Brasília, símbolo do poder legislativo brasileiro, em meio à estagnação no combate à corrupção. (Foto: Instagram)
O Brasil alcançou 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção, que avalia 182 países e territórios em uma escala de 0 a 100, onde 0 representa alta percepção de corrupção e 100 indica baixa percepção. Com esse desempenho, o país segue na 107ª posição, sem avanços em relação ao ano anterior.
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O levantamento é realizado anualmente pela Transparência Internacional e serve como um dos principais termômetros sobre a integridade do setor público ao redor do mundo. A pontuação brasileira permanece abaixo da média global, que é de 43 pontos, e também distante da média das Américas, que está em 43 pontos.
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Segundo a organização, a estagnação do Brasil reflete falhas persistentes no combate à corrupção, incluindo a falta de independência de instituições de controle e a interferência política em investigações sensíveis. A Transparência Internacional também destacou retrocessos em leis de acesso à informação e proteção de denunciantes.
O desempenho do país é comparável ao de outras nações latino-americanas que enfrentam desafios semelhantes, como México e Bolívia. Já países como Uruguai e Chile continuam se destacando positivamente na região, com pontuações significativamente mais altas.
Especialistas apontam que a percepção negativa pode afetar a confiança de investidores e prejudicar o ambiente de negócios. A Transparência Internacional recomenda reformas estruturais e o fortalecimento das instituições democráticas como caminhos para melhorar o cenário.
O relatório ainda ressalta que, em nível global, mais de dois terços dos países obtiveram menos de 50 pontos, o que indica uma tendência preocupante de corrupção sistêmica. Os países com melhor desempenho foram Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia.
Nos Estados Unidos, o índice também registrou estabilidade, com o país mantendo sua posição entre os 30 mais bem avaliados. O presidente Donald Trump não comentou os resultados até o momento.

