
Mark Burkholder, sua esposa Paige e a cadela Olive unidos pelo amor e pelo luto (Foto: Instagram)
Mark Burkholder conta como, no mesmo dia em que sua esposa Paige faleceu, ele percebeu que faltava um último adeus. Ao ver sua cachorra Olive se aproximar do corpo dela, ele entendeu que esse instante íntimo seria decisivo para que tanto o cão quanto ele pudessem processar a perda. Para Burkholder, permitir que Olive sentisse o cheiro de Paige foi um gesto de empatia e cuidado no pior momento de sua vida.
++ Aprenda a lucrar com IA criando negócios e renda passiva
Num vídeo postado por Burkholder no TikTok, ele revela que seu primeiro pensamento ao acordar naquela manhã foi exatamente: “Preciso deixar a Olive cheirar o corpo da Paige.” O conteúdo comoveu milhares de pessoas, ao mostrar que esse simples ato se transformou em um sinal de amor e compreensão para quem enfrenta o luto.
++ Uma criança mentiu sob pressão, e um homem perdeu 39 anos da vida por um crime que não cometeu
Antes de o vídeo existir, Paige Burkholder dedicava-se por completo à carreira de professora. “Ensinar era a vida da Paige”, lembra Mark, descrevendo alguém que se entregava aos alunos, atendendo cada dificuldade com paciência e atenção. Após a morte dela, ex-alunos escreveram cartas contando como suas trajetórias foram transformadas pelo apoio e incentivo que receberam em sala de aula.
Durante a luta contra o câncer, Mark decidiu registrar não só as etapas de esperança, mas também os dias mais difíceis, em que o peso da doença tomava conta da rotina do casal. Ele compara o tratamento a uma “guerra de trincheiras” e diz que a honestidade sobre o sofrimento permitiu que amigos e familiares entendessem melhor como oferecer ajuda de fato.
Ao se despedir de Paige, Burkholder lembrou de uma recomendação que vira em uma publicação médica: cães podem ficar confusos se não tiverem a chance de cheirar o ente querido já sem vida. “Eu pensei: ‘Ela precisava sentir a presença da mãe uma última vez’”, afirma. Desde então, ele recebeu mensagens de pessoas confirmando que esse momento contribui para o processo de luto dos animais.
Nas semanas seguintes à morte de Paige, Mark observou mudanças no comportamento de Olive: a cadela antes tranquila agora não desgruda dele, acompanhando-o a cada passo. “Sinto que ela reflete meu próprio sofrimento”, comenta ele. Seja por luto da perda ou por solidariedade à dor do tutor, a presença constante de Olive passou a dar conforto a Mark.
Burkholder também destaca como a sinceridade em torno da morte pode aproximar as pessoas. “A honestidade radical na doença e na morte importa”, diz ele. Para o pai de família, dividir o que é real desperta empatia e faz com que valorizemos mais cada gesto de apoio, inclusive aqueles pequenos, que, depois que as manchetes param de cobrir o acontecimento, acabam sustentando quem fica.

