
Instinto de mãe salva jovem no pós-parto: alerta sobre embolia pulmonar (Foto: Instagram)
Nikki Bahan, mãe de três filhos que mora no Canadá, sentiu uma dor súbita na região das costelas três semanas após o nascimento de sua filha caçula. Naquela noite, ao se curvar para tirar o bebê da banheira, ela acreditou ter apenas distendido um músculo e tomou analgésicos caseiros, além de usar bolsa de água quente para aliviar o incômodo. Seu marido, Dylan Kusters, no entanto, percebeu a gravidade da situação e insistiu que ela fosse ao pronto-socorro imediatamente.
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Ainda relutante por receio de deixar o recém-nascido e expô-lo a um hospital, Nikki cedeu ao apelo do marido e se dirigiu ao centro de emergência. Depois de aguardar cerca de oito horas, os médicos descartaram cálculos renais e problemas na vesícula. Prestes a liberá-la, um clínico lembrou que o período pós-parto aumenta o risco de coágulos sanguíneos e pediu um exame de D-dímero.
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O resultado do D-dímero foi altamente positivo, e Nikki foi encaminhada para tomografia computadorizada com contraste às 4h da manhã. O exame revelou múltiplos coágulos nos vasos do pulmão, pneumonia e líquido ao redor desse órgão. O diagnóstico: embolia pulmonar. Ela recebeu anticoagulantes intravenosos e antibióticos de imediato, o que, segundo ela, foi a diferença entre a vida e a morte.
A recuperação, no entanto, não terminou no hospital. De volta ao lar, Nikki relata que a dor no peito se intensificou e que sua frequência cardíaca disparava constantemente. Durante uma semana, precisou aplicar injeções diárias de heparina na barriga e depois permaneceu três meses em uso de Warfarina, monitorada semanalmente por exames de sangue. As sequelas incluíram cansaço extremo e dificuldade para deitar, além de crises de choro por medo de não voltar a respirar.
Fisicamente exausta e fragilizada, ela teve de dormir sentada por quase seis semanas. Psicologicamente, convive até hoje com ansiedade e episódios de pânico ao lembrar da sensação de “afogar” ao tentar inspirar. Com o apoio de profissionais e da família, Nikki fez terapia e vem se fortalecendo, embora admita que o trauma ainda marca sua rotina.
Hoje, mais de um ano desde o susto, Nikki Bahan celebra cada momento ao lado das filhas e diz não tomar a própria saúde como certa. Ela ressalta que o pronto-socorro pode parecer desnecessário em casos de dor comum, mas que confiar na própria intuição e ouvir quem ama pode salvar vidas. Para alertar outras mães, Nikki compartilhou sua experiência no TikTok e alcançou mais de 1,3 milhão de visualizações. Seu objetivo é conscientizar mulheres sobre os riscos de coágulos no pós-parto e incentivá-las a buscar ajuda sem hesitar.

