
Viaduto da I-94 com Cicero Avenue, em Chicago, onde restos mortais ficaram 14 anos sem identificação. (Foto: Instagram)
Autoridades do Illinois State Police confirmaram a identificação de restos mortais que jazeram sem identificação por 14 anos sob um viaduto em Chicago, graças a técnicas avançadas de genealogia forense. O corpo pertencia a Ronald M. Risher, de 64 anos, e finalmente pôde ser reconhecido após análise de DNA.
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Tudo começou em 18 de fevereiro de 2012, quando um funcionário responsável pela manutenção da via localizou ossadas e fragmentos humanos debaixo do viaduto da I-94 com a Cicero Avenue. À época, não havia indícios claros de crime, e a identidade do homem permaneceu um mistério para as autoridades e para o Cook County Medical Examiner’s Office.
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Nos últimos meses, agentes especiais do Illinois State Police reabriram o caso em parceria com o escritório do legista de Cook County. Foi coletada uma amostra de DNA de um possível parente e enviada a laboratórios que aplicam genealogia forense para comparação de perfis genéticos. Essa metodologia cruza dados de marcadores de DNA com registros públicos e de bancos de genética populacional, permitindo a identificação mesmo em casos sem documentos.
Em 20 de janeiro, os resultados dos testes confirmaram sem margem de dúvida que os restos eram de Ronald M. Risher. Embora a investigação inicial não tenha apontado violência, o laudo final não pôde estabelecer causa ou modo exato de morte, uma vez que o grau de decomposição impedia a análise de tecidos moles. Ainda assim, os peritos acreditam que a exposição a baixas temperaturas contribuiu para o falecimento.
O episódio ilustra a importância do trabalho conjunto entre peritos em genética, agentes de polícia e legistas. A genealogia forense investiga coincidências de DNA para localizar parentes e reconstruir linhagens, acelerando a identificação de vítimas antes não reconhecíveis por métodos tradicionais, como comparação de impressões digitais ou análise odontológica.
Em paralelo, na cidade de Houston, no Texas, um caso semelhante ganhou repercussão em 26 de janeiro, quando o corpo da mãe de cinco filhos, Alicia Harnishfeger, foi descoberto sob uma ponte durante período de frio intenso. A investigação sobre sua causa de morte ainda está em andamento. Segundo relatos à imprensa, ela lidava com questões de saúde mental e dependência química, e recusou abrigos antes de sucumbir às condições adversas.
Bianca Barajas, filha de 17 anos de Alicia, pediu maior atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade durante ondas de frio. “Algumas pessoas têm um lar, mas recusam ajuda”, afirmou, enfatizando a urgência de proteger familiares e até indivíduos em situação de rua, sobretudo quando as temperaturas caem drasticamente.

