
Aos 11 anos, Millie Butler dá exemplo de coragem em meio ao tratamento de um raro sarcoma cerebral. (Foto: Instagram)
Milie Butler, de 11 anos, descobriu que tinha um tumor cerebral raro chamado sarcoma intracraniano primário exatamente no dia de seu aniversário, em setembro passado. Millie Butler, que vive na Inglaterra, recebeu o diagnóstico de sarcoma intracraniano primário — uma forma extremamente incomum e agressiva de câncer no cérebro — e seu caso foi confirmado pela revista PEOPLE. Essa data marcante transformou-se em um marco para o início de um tratamento intensivo que se estenderá por pelo menos um ano, envolvendo quimioterapia, radioterapia e, possivelmente, terapia com prótons.
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A descrição do sarcoma intracraniano primário aparece em estudos do National Institutes of Health como “um neoplasma raro, porém agressivo, geralmente identificado no cérebro anterior supratentorial”, a maior região do órgão. Por se tratar de uma doença de incidência extremamente baixa, há poucos casos documentados na literatura médica, o que torna o diagnóstico e o acompanhamento clínico ainda mais desafiadores. Essa neoplasia pode apresentar crescimento rápido e invadir estruturas vitais, exigindo intervenção imediata e multidisciplinar.
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Desde a confirmação do diagnóstico, os avós de Millie Butler, Sue e Brian, residentes em Cambridgeshire, estão mantendo uma página no GoFundMe para divulgar informações sobre o estado de saúde da neta e arrecadar fundos para cobrir os custos do tratamento e deslocamentos. “Millie agora precisa passar por um ano de cuidados: quimioterapia, radioterapia e, possivelmente, terapia com prótons”, explicam Sue e Brian na página de apoio. Eles ressaltam que esse protocolo visa garantir que o câncer não volte.
Sue e Brian detalham que o tratamento deixará Millie muito debilitada, com efeito colateral de queda de cabelo, o que tem sido motivo de angústia para a garota. Mesmo assim, “ela tem sido extremamente corajosa e concordou em participar de testes para fins de pesquisa, com o objetivo de ajudar outras pessoas que possam enfrentar o mesmo diagnóstico no futuro”, enfatizam os avós.
Segundo o jornal Cambs Times, parte dos recursos angariados no GoFundMe será destinada, após a conclusão do tratamento, para uma viagem que permita a Millie visitar uma amiga na Nova Zelândia, oferecendo-lhe um momento especial após o período de cuidados intensivos.
Em atualização de 29 de novembro, Sue compartilhou que Millie Butler concluiu a primeira rodada de quimioterapia e enfrentou o processo “extremamente bem”. No dia 18 de dezembro, a avó registrou nas redes sociais: “Millie está para iniciar sua segunda sessão de quimioterapia. Ela já teve a cabeça raspada e continua sendo a garotinha mais corajosa que todos amamos. Por favor, continuem compartilhando a história dela para ajudar a conscientizar”. Já em 4 de janeiro, revelou que, “após duas semanas de adiamento, os exames de sangue indicaram condições para a segunda rodada de quimio”.
No dia 20 de janeiro, uma ressonância apontou redução do tamanho do tumor, e no dia 28, Sue anunciou que Millie Butler foi aprovada para a terapia com prótons, cuja aplicação começará em março e terá duração de seis semanas. De acordo com o Mayo Clinic, a terapia com prótons utiliza partículas carregadas positivamente para destruir células cancerosas. Por concentrar-se na área do tumor com precisão, tende a causar menos danos aos tecidos saudáveis vizinhos, reduzindo efeitos adversos comuns à radioterapia convencional.

