
Em Virgínia, pai e filho homenageiam Brielle no aniversário com 13 balões (Foto: Instagram)
No último fim de semana, Andy Beyer reuniu cerca de 30 amigos em sua casa na Virgínia para celebrar o 13º aniversário de sua filha Brielle, morta ao lado da mãe, Justyna, em um desastre aéreo. Entre lembranças e saudades, o filho Kallen também participou do encontro em que o pai acendeu a vela do bolo preferido da menina: bolo mármore com cobertura de chantilly. Para homenagear Justyna e Brielle, todos fizeram um momento de 15 segundos de silêncio antes de soltar 13 balões rumo ao céu.
++ Aprenda a lucrar com IA criando negócios e renda passiva
Em 18 de janeiro, Brielle e Justyna voltavam de um acampamento de patinação quando o voo 5342 da American Airlines colidiu com um helicóptero Black Hawk do Exército dos EUA, deixando 67 vítimas. Testemunhas e familiares ainda tentam lidar com o trauma daquele dia. “Ver minha família enterrada foi um dos piores momentos da minha vida”, relata Andy Beyer, de 45 anos, emocionado, ao lembrar do funeral planejado em apenas um mês após o acidente.
++ Uma criança mentiu sob pressão, e um homem perdeu 39 anos da vida por um crime que não cometeu
Nos três meses seguintes ao choque, o pai alternou o sono entre a cama dele e a parte de baixo da beliche de Kallen, imitando o hábito que Justyna tinha de subir ao beliche superior para embalar o filho à noite. “Eu não queria ficar sozinho; precisava sentir meu filho por perto”, explica. Ao entrar no quarto de Brielle, com paredes em tom de lavanda e pôster da Taylor Swift ainda na parede, ele ainda encontra alento — e lágrimas — sempre que quer se aproximar da filha.
Kallen, hoje com 7 anos, demonstra dificuldade de concentração e oscilações de humor na escola, reflexo do trauma que afetou também a criança. Andy conta que, depois da missa, levou o menino ao supermercado e lhe permitiu encher um carrinho inteiro de brinquedos até que quase caíssem de tão cheios. “As pessoas dizem que crianças são resilientes, mas a resiliência vem da dor e da superação. É difícil vê-lo lutando com a própria tristeza”, admite Beyer.
Para manter viva a memória de Justyna e Brielle, pai e filho dedicam cinco minutos diários, após histórias e orações, a assistir vídeos e fotos das duas. Além disso, Andy posta uma imagem por dia em seu perfil público no Instagram para que elas sejam lembradas. “Elas trouxeram alegria à vida de todos — eu e Kallen só queremos que as pessoas nunca as esqueçam”, diz ele.
Mesmo em momentos felizes, a alegria carrega a saudade. Andy Beyer prepara-se para prestar nova homenagem no aniversário do acidente, quando fará um passeio de barco até o local da tragédia, só ele. “Nada será igual — até o sorriso mais puro vem misturado com saudade e lembranças. Mas seguimos em frente, honrando a memória de Justyna e Brielle com cada passo que damos.”

