
Nevasca histórica prende convidados de casamento em hotel de Pittsburgh (Foto: Instagram)
No dia 25 de janeiro, uma tempestade de neve histórica cobriu a região de Pittsburgh, deixando mais de 25 centímetros de acúmulo em grande parte da área e classificando-se como a maior nevasca em 16 anos para a cidade. Em meio ao feche das estradas e ao risco de dirigir, dezenas de convidados de um casamento que haviam se hospedado num Hampton Inn em North Huntingdon Township descobriram que não conseguiriam deixar o local. Para amenizar o imprevisto, a equipe do hotel decidiu mobilizar-se para garantir que todos pudessem “se divertir um pouco” durante a estadia prolongada.
++ Aprenda a lucrar com IA criando negócios e renda passiva
Segundo o site CBS News, algumas áreas chegaram a registrar até 50 centímetros de neve em poucas horas, exigindo operações constantes de limpeza de vias e tornando perigosos o uso de veículos. O canal WPXI informou que, em certos condados, o volume de neve foi tão expressivo que ultrapassou a marca de 20 polegadas (equivalente a cerca de 50,8 cm), interrompendo serviços de restaurantes e comércio local. A intensidade do fenômeno chamou a atenção de meteorologistas, que alertaram para a possibilidade de formação de camadas de gelo e redução da visibilidade.
++ Uma criança mentiu sob pressão, e um homem perdeu 39 anos da vida por um crime que não cometeu
De acordo com o WPXI, cerca de 40 dos 102 quartos do Hampton Inn passaram a abrigar pessoas que não conseguiram sair devido ao acúmulo de neve ao redor dos veículos e à insegurança das rodovias cobertas. Muitos desses hóspedes tinham vindo de outros estados para participar da cerimônia, transformando um fim de semana de festa em uma experiência de convivência forçada. O hotel decidiu, então, oferecer atividades improvisadas e criar momentos de descontração no lobby, incluindo jogos de tabuleiro e sessões de conversa.
Benjamin Pallack, um dos convidados que viajou de Albany, Nova York, até a Pensilvânia, contou que ponderou longamente antes de tentar retornar ao veículo: “Eu estava pensando: ‘Será que vale a pena enfrentar nove horas de estrada em condições históricas?’ Quando percebi o risco, preferi ficar. Mas não me arrependo — não perderia aquela cerimônia por nada”, disse Pallack, referindo-se à celebração de um grande amigo, cuja presença era considerada essencial pelos familiares.
A gerente do estabelecimento, Katie Baldassaro, relatou ao WPXI que, em 34 anos de carreira hoteleira, nunca havia enfrentado um episódio em que não fosse realizado um único check-in durante todo o dia. Para atender aos hóspedes, ela organizou pizzas e wraps, já que os restaurantes da região permaneciam fechados em função da nevasca. Baldassaro fez questão de resgatar práticas antigas do setor, promovendo um clima acolhedor e destacando como momentos de crise podem aproximar pessoas: “Estamos nos divertindo apesar das circunstâncias. É uma volta ao passado, quando se reunia todo mundo no salão para conversar”, explicou a gerente.
O colaborador Brandon Leone foi um dos nove funcionários que optaram por permanecer no hotel para cuidar dos hóspedes até que as condições de tráfego melhorassem. Leone ressaltou a importância do trabalho em equipe e da solidariedade em situações extremas: “Já passei por nevascas antes, mas nunca em que ficássemos todos num mesmo lugar. Temos que cuidar uns dos outros. Vamos empilhar trenós, organizar brincadeiras e fazer o melhor possível”, afirmou. Emiliações como essas mostram como a cooperação interna pode transformar emergências em experiências memoráveis.

