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Dennis Lehtonen revela os melhores lugares para ver a aurora boreal em 2026

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Dois observadores contemplam a aurora boreal refletida nas águas geladas de um vale montanhoso. (Foto: Instagram)

O fotógrafo e caçador de auroras Dennis Lehtonen, 30, alerta que o maior erro de quem planeja uma viagem para ver a aurora boreal em 2026 é acreditar que quanto mais ao norte, melhor será o espetáculo. Em entrevista exclusiva à revista PEOPLE, ele explica que fatores meteorológicos e geográficos têm peso maior do que a simples latitude na hora de observar as luzes do norte.

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Dennis Lehtonen conta que teve o primeiro contato com o fenômeno em 2018, ao visitar um observatório em Helsinque. “Aquele instante mudou minha vida”, recorda. Durante a pandemia, em 2020, já vivendo em outra cidade e estudando na universidade, ele encontrava refúgio no hobby de fotografar o céu: subia a uma antiga torre de água para observar as estrelas e, às vezes, a aurora surgia sobre a capital finlandesa. A paixão o levou a abandonar a universidade e dedicar-se integralmente à busca pelas luzes do norte.

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Após passar noites em pequenas vilas remotas de países nórdicos, sustentando-se com trabalhos simples e fotografando auroras depois da meia-noite, Lehtonen sacou uma lição valiosa: o elemento mais determinante é o céu limpo. “Se falamos de países escandinavos, a regra é avançar para o norte, mas no inverno as nuvens atrapalham. Em meses inteiros pode haver céu completamente encoberto, e aí você não vê nada.”

Ao ser questionado sobre dicas para 2026, ele é direto: “Não é preciso atividade solar muito intensa quando se está no lugar certo. Se o céu estiver claro, quase sempre dá para ver algo.” A seguir, as recomendações dele para os pontos de observação mais confiáveis.

No norte da Europa, Abisko (Suécia) aparece no topo da lista. Há um microclima que favorece céus mais limpos do que em outras áreas nórdicas. “Estatisticamente, Abisko tem probabilidade maior de céu limpo”, reforça Lehtonen. Logo depois, ele destaca que Rovaniemi (Finlândia), embora famosa por estar no Círculo Polar Ártico, oferece chances de apenas 40% a 50% em noite clara. Já a 200 ou 300 quilômetros mais ao norte, em regiões da Lapônia sueca, finlandesa ou norueguesa, essa probabilidade sobe para cerca de 70%.

Fora da Europa, o Canadá desponta como destino de alta confiabilidade. “Yellowknife e Manitoba mantêm visibilidade forte mesmo com baixa atividade geomagnética, desde que o céu esteja limpo”, afirma. No Alasca, Fairbanks se destaca pelas noites escuras e baixa cobertura de nuvens. “Se eu fosse ao Alasca, escolheria Fairbanks”, diz Lehtonen. Até mesmo uma aurora fraca pode ser notada nessas condições.

Na Groelândia meridional, o cenário se assemelha a um deserto de escuridão, ideal para observação. “Muita gente pensa em chegar ao extremo norte, mas lá as luzes formam um oval ao redor do polo. No Sul da Groelândia, você fica no centro desse anel.”

Para quem está nos Estados Unidos contíguos, testemunhar a aurora exige tempestade solar forte. Ainda assim, Lehtonen recomenda escolher um local aberto, como um lago ou campo vazio, e garantir visão desobstruída ao norte. “Mesmo em regiões que raramente veem auroras, um céu limpo e um horizonte claro podem fazer toda a diferença.”

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