Lance seu negócio online com inteligência artificial e comece a ganhar dinheiro hoje com iCHAIT.COM

Oregon Episcopal School manteve caminhada obrigatória no Monte Hood apesar da nevasca e Richard Haeder faz parte de tragédia histórica

Date:


Estudantes da Oregon Episcopal School enfrentam tempestade de neve no Monte Hood em 1986 (Foto: Instagram)

Em 1986, a Oregon Episcopal School decidiu manter um ritual obrigatório de acampamento no Monte Hood, mesmo diante de alerta de tempestade de neve, levando 20 pessoas — entre elas 15 estudantes — a enfrentar condições extremas. Entre os alunos estava o jovem Richard Haeder, de 15 anos, que já demonstrava preocupação ao ligar para o capelão da instituição, Rev. Thomas Goman, um veterano de 17 escaladas no Pico, na véspera da expedição.

++ Aprenda a lucrar com IA criando negócios e renda passiva

No dia marcado, chamaram-se de Basecamp as aulas práticas de sobrevivência da escola, cuja avaliação final incluía aprender a lidar com situações adversas no alto da montanha de 3.428 metros. Vestidos com três pares de meias e camadas de roupas, carregando machados e sanduíches, os alunos partiram às 2h da manhã em direção à face sul. Nenhum deles levou equipamento para pernoite nem mantas térmicas, e ignoraram a notícia de que ao menos quatro grupos de Portland haviam cancelado antes suas subidas.

++ Uma criança mentiu sob pressão, e um homem perdeu 39 anos da vida por um crime que não cometeu

Menos de uma hora depois da partida, uma forte nevasca surpreendeu o grupo. Seis participantes — entre eles alunos do segundo ano com direito a crédito caso descessem após 150 metros de subida — retornaram ao alojamento, mas combinaram de esperar os demais até as 18h. Quem ficou enfrentou vento cortante, com sensação térmica de cerca de –45 °C, e visibilidade reduzida a poucos metros, levando-os a abortar a subida quando ainda faltavam 30 metros para o cume.

Quando um colega entrou em quadro de hipotermia, os estudantes cavaram uma caverna de neve por duas horas, posicionando-se em volta dele para tentar aquecê-lo. A aluna Molly Schula, de 17 anos, recordou ao jornal The Oregonian: “Estávamos tremendo de frio e, quando a temperatura dele não subia, decidimos escavar o abrigo.” Na manhã seguinte, o guia Ralph Summers e Molly Schula desceram juntos até o Mount Hood Meadows, um centro de esqui a três quilômetros, sinalizando o socorro.

Em 31 horas de busca, veículos Snowcat e helicópteros não localizaram o grupo principal devido ao mau tempo. No segundo dia, encontraram três adolescentes de 15 anos — Erin O’Leary, Alison Litzenberger e Eric Sandvik — cujos corpos congelados foram levados ao Hospital Emanuel em Portland. Médicos conseguiram manter o coração de Eric batendo por quase quatro horas, mas não o salvaram. No terceiro dia, um resgate localizou a caverna com oito ocupantes, dois deles ainda vivos: os estudantes de 16 anos Brinton Clark e Giles Thompson, ambos com ritmo cardíaco fraco e temperatura corporal muito baixa.

Carregá-los por 200 metros de neve até um helicóptero exigiu sete socorristas por vítima. Segundo o relato de Clark, ela passou seis semanas internada, depois voltou à Oregon Episcopal School, formou-se em biologia humana em Stanford e entrou no Peace Corps em Gana antes de seguir a medicina. Thompson enfrentou a amputação das duas pernas e remoção de tecido muscular. “Após algumas noites lá, eu fiquei inconsciente”, disse ele em 2004 à Willamette Week. “Não lembrava se pensei em morrer. Só sentia que não era real.”

Share post:

Popular

Notícias
Relacionadas

Anitta relembra descoberta do irmão Felipe, revelado por Fábia Oliveira

Sete anos após descobrir que tinha um irmão mais...

Danilo Vieira se declara ao filho Ben após polêmica com ex-mulher

A confusão pública entre Danilo Vieira e sua ex-mulher,...

Vini Jr. reage ao ver Virginia em jatinho: “Vindo para Madri?”

A coluna de Fábia Oliveira revelou, com exclusividade, que...

Clara Aguilar denuncia agressões e ameaças do ex-marido Giu Daga

Mais uma personalidade famosa decidiu denunciar o ex-marido por...