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Laura Wellington foi ‘pega de surpresa’ quando filha cortou contato e criou comunidade para outros pais afastados (Exclusivo)

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Mãe excluída: o relato de Laura Wellington que virou apoio global (Foto: Instagram)

Laura Wellington, mãe de quatro filhos, nunca imaginou que seria excluída pela própria filha. Em 1998, Wellington descobriu que o marido estava com câncer e, alguns anos depois, o perdeu. Sozinha, ela dedicou corpo e alma a criar um ambiente familiar unido, mantendo sempre “a porta aberta para conversar sobre qualquer coisa”. Seu esforço, no entanto, não impediu que, em 2024, após a mudança da filha para a Austrália, ela recebesse uma inesperada notícia de que não estaria mais convidada para o casamento. Wellington conta que, um ano após a recusa, soube que a filha havia cortado contato com toda a família.

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Sem resposta para explicar o rompimento, Wellington buscou ajuda na internet para entender o que havia dado errado. Ela descreve ter sido “literalmente pega de surpresa” e admite que, apesar de ter mantido forte laço com os outros filhos, sentiu-se isolada. Decidida a encontrar explicações e apoio, Laura Wellington compartilhou sua história em vídeo, revelando que havia se tornado um “tapete emocional” para quem lhe deu as costas. O relato viralizou, gerando centenas de mensagens de pais que viviam situação semelhante e não sabiam como lidar com o silêncio dos próprios filhos.

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Com base nessa repercussão, Laura Wellington lançou no Facebook o grupo “Doormat Mom No More”, voltado aos pais que ficaram sem explicações após o fim do diálogo com filhos adultos. Hoje, ela lê e responde a milhares de relatos sobre brigas motivadas por diferenças de crença, política, estilo de vida e até disputas familiares antigas. Wellington, aos 59 anos, aponta que muitos pais se sentem envergonhados pela situação, pois a sociedade insiste em culpar o progenitor quando há ruptura, sem ouvir os dois lados.

Na comunidade, os pais encontram espaço para dividir aprendizados e emoções, trocar sugestões de terapia e orientar-se mutuamente sobre limites saudáveis. Wellington destaca que, em casos extremos de abuso ou negligência, a decisão de cortar os laços pode ser justificável. “Há crianças e jovens que precisam se proteger de pais tóxicos”, afirma. Mesmo assim, ela defende que, na maioria dos afastamentos, falta comunicação empática e disposição para reconstruir a confiança.

Para a idealizadora do grupo, o objetivo é promover o reencontro sempre que possível. Wellington deseja mediar conversas e ajudar filhos e pais a enxergarem a dor alheia. Ela ressalta que a reconciliação exige esforço mútuo, desde restaurar a confiança até reconhecer erros e reagir aos pedidos de desculpas. Segundo Laura Wellington, os pais perdem não só a convivência, mas também as histórias, memórias e o vínculo com os netos quando há afastamento.

Como administradora da “Doormat Mom No More”, Wellington assume a responsabilidade de manter o ambiente acolhedor e seguro. Ela confere cada pedido de ingresso e orienta voluntários a validar depoimentos. “É uma força coletiva que nasceu da minha experiência, mas hoje serve a muitos outros”, explica ela. Para a fundadora, compartilhar a própria fragilidade abriu caminho para que pais de todo o mundo se sentissem menos sós e pudessem, enfim, recomeçar a acreditar na importância da família.

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