
Olhar dourado: crocodilo-americano imerso e cercado por moscas (Foto: Instagram)
A imagem “Wouldn’t Hurt a Fly”, capturada por Zeke Rowe, foi eleita vencedora da competição anual Capturing Ecology da British Ecological Society. O concurso reúne fotografias de ecologistas de todo o mundo e celebra a biodiversidade e os momentos surpreendentes da natureza. Zeke Rowe, que atualmente é candidato a PhD na Vrije Universiteit Amsterdam, na Netherlands, imortalizou um crocodilo-americano com olhos dourados e coberto por moscas que se alimentavam de seu focinho.
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Rowe registrou o flagrante durante uma expedição de pesquisa em Panama’s Coiba National Park. “Eu estava em uma pausa no estudo de campo quando avistei o indivíduo no manguezal próximo à praia”, conta Zeke Rowe. “Foi preciso me aproximar e me posicionar o mais baixo que pude, sempre vigiando seus olhos para conseguir aquele contato visual direto.”
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Em pronunciamento oficial, a British Ecological Society destacou ter recebido mais de 1.100 imagens de ecologistas e fotógrafos de mais de 80 países, abrangendo todos os continentes. “As fotografias desta edição mostram como a lente pode nos transportar aos recantos mais remotos, revelando tanto a delicadeza quanto a crueldade dos ecossistemas”, declarou Professor Melanie Austen, presidente da instituição. A juíza Gabriela Staebler, participante do júri, afirmou que, em meio a tantos trabalhos de alto nível, o clique de Rowe se destacou pela perfeição do momento capturado.
Além do prêmio principal, outros fotógrafos também foram reconhecidos em diferentes categorias. Uma das menções foi para Roberto García Roa, vencedor do prêmio Ecologists in Action. Sua foto “Ready for Everything” retrata uma equipe do Ape Action Africa e do Pan African Sanctuary Alliance preparando um chimpanzé para atendimento veterinário após resgate de rede de tráfico de animais.
Na categoria Interactions, o sul-africano Willem Kruger venceu com a imagem “Lioness one eye behind birds”, que mostra uma leoa aproximando-se de uma revoada de aves no Kgalagadi Transfrontier Park, entre South Africa e Botswana, em busca de água durante a estação seca.
Em Animals, o registro “Wallace’s Flying Frog” de Jamal Kabir imortalizou a queda graciosa de Rhacophorus nigropalmatus, batizada em homenagem ao naturalista Alfred Russel Wallace, ao descer da copa da floresta para depositar ovos em poças temporárias de água de chuva.
Harriet McAra, representante do parceiro ZSL, ressaltou que as fotos premiadas vão além do belo: “Elas denunciam a fragilidade do ambiente e reforçam a urgência de reconectarmos com as espécies que dividem nosso planeta.”
Na categoria People and Nature, o italiano Guido Villani foi premiado com “An unusual backdrop”, que expôs garrafas abandonadas no fundo do mar transformadas em microhabitats por peixes, corais e algas que colonizaram o vidro.
Por fim, Joy Saha conquistou o prêmio em Nature, Food and Farming com “Jute Processing”, que retrata milhares de varetas de juta — fibra utilizada em cordas e tecidos rústicos — flutuando e formando padrões na água durante o processamento tradicional.

