
Cervo solitário sob a dança verde das auroras boreais (Foto: Instagram)
Atenção, observadores do céu: após vários dias de intensa atividade solar e geomagnética, as auroras boreais voltam a brilhar de forma extraordinária. Segundo o Space Weather Prediction Center, vinculado à NOAA, estamos diante da maior tempestade de radiação solar em mais de 20 anos, classificada como nível quatro em uma escala de zero a cinco.
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O fenômeno ocorre quando partículas carregadas ejetadas pelo Sol colidem com gases na atmosfera terrestre, criando cortinas de luz que variam do verde ao vermelho e violeta. Durante períodos de alta atividade solar — especialmente próximos ao máximo solar, que representa o pico do ciclo de aproximadamente 11 anos — até tempestades moderadas podem gerar exibições deslumbrantes.
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De acordo com dados históricos da NASA e da NOAA, o Sol atingiu o ápice de sua atual “máxima fase” em 2026, tornando a ionização atmosférica muito mais eficiente na produção dessas luzes misteriosas. A Space.com reforça que cada ciclo solar traz flutuações na frequência e intensidade das tempestades geomagnéticas, controladas pela variação do campo magnético do Sol.
As previsões da NOAA indicam que a melhor janela de observação se abre na noite de sexta-feira, 23 de janeiro, estendendo-se até as primeiras horas de sábado, 24 de janeiro. A expectativa de um índice Kp em torno de 5 (em escala de 0 a 9) significa que a aurora poderá ser vista mais ao sul do que o habitual e terá maior brilho para quem estiver abaixo de latitudes favoráveis.
Estados do extremo norte dos EUA – incluindo Alasca, noroeste do Canadá, Montana e partes de Dakota do Norte – concentram as probabilidades mais altas de avistar o fenômeno. Porém, regiões próximas à fronteira canadense, como Washington, Idaho, Minnesota e Michigan, ainda podem presenciar vislumbres do espetáculo. Em noites claras e sem nuvens, até áreas mais ao sul poderão registrar um suave clarão colorido no horizonte.
Para aproveitar ao máximo, afaste-se da poluição luminosa das cidades e busque pontos elevados entre 22h e 2h, quando a atividade geomagnética atinge seu ápice. Em locais escuros, sob um céu límpido, é possível enxergar até mesmo as auroras mais tênues a centenas de quilômetros de distância, então qualquer brilho difuso próximo ao horizonte merece atenção.
Não é preciso equipamento profissional para guardar a lembrança: tripés e câmeras com longa exposição entregam resultados nítidos, mas smartphones também podem registrar as luzes. Ative o “Modo Noturno” ou o “Modo Pro” no aparelho, ajuste manualmente a sensibilidade ISO para valores elevados e mantenha o dispositivo estável durante alguns segundos. O resultado será uma fotografia surpreendente do fenômeno celeste.

