No Reino Unido, a história de Olivia Farnsworth, uma adolescente britânica, tem chamado atenção ao redor do mundo por uma condição extremamente rara que afeta seu sistema nervoso. Nascida com uma deleção genética no cromossomo 6, a jovem não sente dor, fome ou fadiga, três sensações que são fundamentais para a proteção e o funcionamento do corpo humano.
Desde muito pequena, a mãe de Olivia percebeu que algo estava diferente. Enquanto outras crianças choravam ou demonstravam incômodo diante de quedas e machucados, Olivia permanecia impassível. Ao longo de sua infância, ela já passou por incontáveis situações em que normalmente uma criança sentiria dor ou desconforto, incluindo um acidente de trânsito em que foi atropelada e arrastada por vários metros sem manifestar qualquer sofrimento físico perceptível.
O que torna o caso ainda mais extraordinário é a combinação das três características: além de não sentir dor física, Olivia não sente fome ou cansaço. Especialistas associam esses sintomas à deleção do braço curto do cromossomo 6, um defeito genético que interfere na forma como o sistema nervoso transmite sinais básicos de alerta ao cérebro. Situações aparentemente simples, como a necessidade de se alimentar ou de descansar, não desencadeiam nos circuitos corporais de Olivia a resposta fisiológica esperada.
Essa ausência de sinais corporais essenciais traz desafios ao cotidiano da jovem e de sua família. A dor, por exemplo, serve como um sistema de alerta natural que protege contra ferimentos graves. Sem esse mecanismo, Olivia pode sofrer lesões sem perceber, tornando necessária a supervisão constante dos responsáveis para evitar danos sérios.
++ Um médico nigeriano operou com sucesso um bebê e depois o recolocou no útero da mãe
A falta de fome e de sensação de cansaço requer que Olivia siga uma rotina rígida, pois esses estímulos biológicos normalmente regulam quando uma pessoa se alimenta ou dorme. Em muitos casos, ela só ingere alimentos ou repousa porque foi orientada ou porque segue horários definidos pela família e profissionais de saúde.
Embora a condição de Olivia seja frequentemente retratada nas redes sociais como algo próximo a “super-poderes”, especialistas e familiares alertam que a ausência de sensações tão fundamentais representa riscos reais e torna seu cuidado diário especialmente complexo.

