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Como assistir às auroras boreais consecutivas pela segunda vez nesta semana

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Aurora boreal dança sobre um farol à beira-mar nos EUA durante rara tempestade geomagnética (Foto: Instagram)

Uma rara tempestade geomagnética está transformando as auroras boreais em um espetáculo que poderá ser observado em grande parte dos Estados Unidos nesta terça-feira, 20 de janeiro. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, vinculado à National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), uma onda poderosa de partículas solares atingiu a magnetosfera terrestre no início da semana e prometeu ampliar o alcance visível das luzes do norte muito além das regiões polares.

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As auroras boreais surgem quando partículas carregadas emanadas pelo Sol colidem com átomos e moléculas na alta atmosfera da Terra, produzindo faixas de luz colorida que dançam no céu noturno. Esses fenômenos dependem de distúrbios no campo magnético do planeta — chamados de tempestades geomagnéticas — cujas intensidades são classificadas em uma escala que vai de G1 (leves) a G5 (extremas). A classificação atribuída pelos especialistas da NOAA para este evento está entre os níveis mais altos, o que indica condições ideais para quem deseja avistar as cortinas luminosas.

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O pico de atividade solar que favorece as auroras já foi observado na noite anterior em alguns estados do sul, como Alabama e Novo México, mas a previsão é de que o fenômeno atinja sua plenitude entre o pôr e o alvorada de terça. A NOAA alerta que a exibição de luzes poderá variar de intensidade ao longo da noite, aparecendo de maneira intermitente.

De acordo com a “linha de visão” projetada pela NOAA, cerca de 27 estados são capazes de testemunhar o espetáculo nesta terça. Entre eles estão: Alasca, Washington, Oregon, Idaho, Montana, Wyoming, Colorado, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Nebraska, Minnesota, Wisconsin, Iowa, Missouri, Illinois, Indiana, Michigan, Ohio, Pensilvânia, Nova York, Nova Jersey, Connecticut, Rhode Island, Massachusetts, Vermont, New Hampshire e Maine.

Para aproveitar ao máximo o evento, procure um local afastado de poluição luminosa e aguarde pelo menos 30 minutos para que seus olhos se adaptem ao escuro. A melhor janela de observação é após o anoitecer e antes do clarear do dia. Caso o céu esteja limpo e sem nuvens, a chance de ver o brilho verde, roxo ou avermelhado das auroras aumenta consideravelmente.

Quem quiser registrar o momento não precisa de equipamentos profissionais. Em smartphones, ative o modo noturno (Night Mode no iPhone ou Pro Mode em alguns Androids), desative o flash e mantenha o aparelho firme — o uso de tripé aprimora o resultado. Fotógrafos com câmera DSLR devem optar por lentes grande-angulares e configurações de longa exposição para captar todo o movimento e a intensidade das cores.

Ver as auroras boreais tão ao sul é uma oportunidade rara, um lembrete da poderosa conexão entre as tempestades solares e o campo magnético da Terra. Se as condições previstas se confirmarem, esta terça poderá entrar para a história de quem ama observar o céu.

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