
Bombeiros combatem incêndio no Gul Plaza, em Karachi. (Foto: Instagram)
Pelo menos seis pessoas perderam a vida e 22 ficaram feridas após um incêndio de grandes proporções no shopping Gul Plaza, em Karachi, no Paquistão, na noite de sábado, 17 de janeiro. Além dos mortos e feridos, autoridades relatam dezenas de desaparecidos no local, entre eles vários membros de uma mesma família.
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O alerta para o fogo foi recebido por volta das 22h30 (horário local), quando o Departamento de Serviços de Emergência do Paquistão registrou a ocorrência. Em poucos minutos o fogo se alastrou do pavimento térreo para os andares superiores, atingindo cerca de 1.200 lojas. A rapidez do avanço das chamas surpreendeu moradores e equipes de resgate que atuavam no combate às chamas.
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De acordo com relatório do governo de Sindh publicado no Facebook, a configuração arquitetônica do mercado favoreceu a propagação do fogo. Carpete, mantas e outros itens feitos de materiais sintéticos e resinas elevaram a temperatura interna e mantiveram as chamas acesas mesmo depois do controle parcial das chamas. Esse tipo de material libera vapores tóxicos e retarda o resfriamento, exigindo maior tempo de combate ao incêndio.
O porta-voz do Rescue 122, Hassanul Haseeb, descreveu o cenário encontrado pela equipe: “Quando chegamos, as chamas já haviam alcançado os pavimentos superiores e o edifício inteiro estava tomado pelo fogo.” Ele ressaltou ainda que a operação de salvamento precisou ser conduzida com extrema cautela, pois a estrutura antiga do prédio apresentava risco de desabamento a qualquer momento.
Até o momento, seis óbitos foram oficialmente confirmados, mas as identidades ainda não foram divulgadas pelas autoridades locais. Entre os 22 feridos estão civis e bombeiros, todos encaminhados ao Civil Hospital Karachi para atendimento. O prédio abrigava grande fluxo de pessoas, o que dificultou a evacuação; câmeras de segurança indicaram que várias pessoas ficaram encerradas no interior do centro comercial durante o surto de incêndio.
O inspetor-geral de Sindh, Javed Alam Odho, apontou que um curto-circuito em uma das lojas teria sido a origem do sinistro. “O mercado possuía instalações elétricas antigas e sem manutenção adequada, aumentando o risco de falhas no sistema de fiação”, explicou Odho. Ele lembrou que curtos-circuitos podem gerar faíscas e descargas intensas, especialmente em ambientes fechados, deflagrando incêndios rápidos e de difícil contenção.
Segundo reportagens locais, 16 pessoas permanecem desaparecidas, incluindo seis integrantes de uma mesma família e uma menina de 14 anos. Essa situação reforça a urgência dos trabalhos de busca e salvamento. Equipes do Rescue 122 mobilizaram 22 brigadas de incêndio e 33 ambulâncias para atuar simultaneamente no resgate de vítimas e no combate às chamas. Na manhã seguinte, o fogo já havia sido contido em cerca de 70%, segundo comunicado oficial.
O primeiro-ministro da província de Sindh, Murad Ali Shah, decretou abertura de investigação para apurar responsabilidades no episódio. O governo local também divulgou canais de apoio e informações para as vítimas e familiares. Até o fechamento desta reportagem, o Rescue 122 não havia respondido ao pedido de comentário sobre os desdobramentos da tragédia.

