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Mãe se manifesta após acordo de R$15,5 milhões por afogamento fatal do filho de 3 anos na Flórida

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Autumn Goodlander celebra acordo de R$ 15,5 milhões após morte do filho (Foto: Instagram)

A mãe de Kai Goodlander quebrou o silêncio depois de conquistar um acordo de R$15,5 milhões referente ao afogamento do filho em janeiro de 2024. Kai tinha apenas 3 anos quando sumiu e foi encontrado submerso em um lago de retenção sem cercas de segurança em um condomínio de apartamentos na região metropolitana de Orlando.

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O pequeno saiu de casa enquanto a mãe trabalhava e o companheiro dobrava roupas em outro cômodo. Ele escapou pela porta da frente e esta se fechou automaticamente, impedindo que alguém percebesse sua saída. Ao dar falta do menino, Autumn Goodlander acionou o serviço de emergência. No hospital, a médica informou: “Não há mais o que fazer, seu filho se foi.”

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Autumn procurou a The Haggard Law Firm para ajuizar uma ação contra a administração do Huntington Reserve Apartments e a TPI Management Services. O escritório alegou em comunicado que o local “não deveria conter água permanentemente, pois trata-se de um reservatório de detenção a seco — depressão projetada apenas para armazenar temporariamente a água das chuvas antes de liberá-la gradualmente”.

Em outubro de 2025, as partes firmaram o acordo de R$15,5 milhões para indenização da família, sem que tenha sido admitida formalmente qualquer culpa pelos proprietários. Como parte do compromisso, o condomínio instalou uma cerca em torno do lago de retenção e adotou manutenção periódica, conforme relatado no processo. Autumn ressaltou que “não havia motivo para a tragédia acontecer” e que medidas básicas de segurança “poderiam ter salvado a vida de Kai”.

Lagos de retenção, também chamados de bacias de detenção, fazem parte de sistemas de controle de águas pluviais em empreendimentos residenciais e comerciais. Sua função é coletar o escoamento das chuvas intensas para evitar inundações e permitir o escoamento gradual para as redes de drenagem. Porém, se não forem planejados com barreiras físicas, alarmes ou sinalização, tornam-se atrativos perigosos para crianças, que muitas vezes não percebem a profundidade ou os riscos de correntes subterrâneas.

Nos Estados Unidos, normas de construção e códigos de segurança exigem que proprietários de condomínios, construtoras e administradoras instalem proteções adequadas em volta dessas bacias — incluindo grades, cercas de pelo menos 1,2 metro de altura e placas indicativas de perigo. A falta desses dispositivos configura negligência, abrindo caminho para processos judiciais por danos morais, materiais e lucros cessantes. Casos semelhantes já geraram jurisprudência que reforça a obrigação de vigilância, manutenção e sinalização constantes.

Autumn espera que o desfecho de seu caso sirva de alerta para outras comunidades residenciais. Ela reforça a necessidade de “instalar perímetros seguros ao redor de todas as áreas com água acumulada, realizar vistorias frequentes e oferecer treinamento para funcionários responsáveis pela manutenção”. Seu relato comoveu familiares e vizinhos, que agora se unem para cobrar revisões em regulamentos locais a fim de prevenir novas tragédias envolvendo crianças.

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