
Equipe médica em cirurgia de emergência para separar gêmeos siameses no Hospital Estadual da Mulher, em Goiás. (Foto: Instagram)
Marcos e Matheus nasceram conectados pelo quadril em 6 de janeiro no Hospital Estadual da Mulher, em Goiás. Vinte e quatro horas após o nascimento, passaram por cirurgias de colostomia e vesicostomia para criar aberturas que permitissem a eliminação de fezes, gases e urina.
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As intervenções foram realizadas pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil e correram sem intercorrências iniciais, mantendo os bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI).
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Pouco depois, porém, surgiram complicações graves que resultaram na morte de ambos. Calil informou em rede social que, nas primeiras horas de 8 de janeiro, um dos irmãos sofreu paradas cardiorrespiratórias sucessivas e não resistiu.
Diante da situação crítica, a equipe médica realizou cirurgia de emergência para separar os gêmeos na tentativa de salvar o segundo bebê. Embora o procedimento tenha sido considerado tecnicamente bem-sucedido, o outro recém-nascido também não sobreviveu, apesar de todos os esforços.
Em post subsequente, o cirurgião expressou solidariedade à família e descreveu o caso como “um dos mais desafiadores na medicina”. Ele ressaltou seu compromisso com a ética, a responsabilidade e a humanização no atendimento, lembrando que momentos como esse reforçam a dedicação até o último instante.
Marcos e Matheus eram filhos de Raylane Siqueira de Oliveira e Maycon Alex Rodrigues Araújo. A mãe estava com 34 semanas de gestação e os bebês foram classificados como isquiopagus, condição rara em que os gêmeos nascem unidos pelo quadril e podem compartilhar estruturas anatômicas.

