
Maddie curte o primeiro contato com o telefone fixo rosa da Tin Can em frente à árvore de Natal. (Foto: Instagram)
Os pais Meg Kate e Kyle McAlarney optaram por adiar o uso de smartphones pelos filhos, criando um pacto chamado “Wait Until 8th” entre famílias da turma da filha Maddie. O compromisso estabelecia que nenhuma criança ganharia celular até o fim da 8ª série, valorizando conversas presenciais e a convivência comunitária.
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Neste último Natal, Meg, Kyle e outros pais resolveram dar um passo intermediário: presentear as crianças com telefones fixos da marca Tin Can. “Queríamos que o primeiro contato delas com um aparelho fosse simples e intencional, sem o impacto imediato de um smartphone”, explica Meg, 40, mãe de três.
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O Tin Can é um telefone doméstico sem tela, em que as crianças só podem ligar e receber chamadas de contatos liberados, sem acesso à internet ou redes sociais, segundo o site da empresa. “Quanto mais tempo longe das redes, melhor”, reconhece Meg, admitindo o desafio de equilibrar inclusão social e proteção.
Meg recorda que cresceu com telefone fixo e se encantava ao fazer ligações, apreensiva para não ser atendida por um adulto. Ela registrou Maddie falando com a avó no aparelho em vídeo no TikTok, que já ultrapassou 3 milhões de visualizações. “Foi emocionante ver como tantos se identificaram com essa nostalgia”, comenta a mãe.
Para Maddie, que conta com um Plano Educacional Individualizado (IEP) desde o jardim de infância, o landline virou ferramenta para fortalecer amizades por voz, em vez de texto. “Ouví-la rir e se expressar com confiança pelo telefone foi o maior presente”, diz Meg. Desde 24 de dezembro, o aparelho não para de tocar.
Na casa dos McAlarney, toda tecnologia chega de forma gradual: além do telefone fixo, os filhos usam iPad apenas para tarefas escolares e o irmão mais velho, James, só ganhou smartwatch aos 10 anos para facilitar o deslocamento à escola. “Não existe receita certa; cada família precisa confiar em seu instinto e adaptar as escolhas ao próprio ritmo”, conclui Meg.

