
Baleia ao lado de barco no Pacífico (Foto: Instagram)
William e Simone Butler passaram 66 dias à deriva no Pacífico depois que baleias cercaram e afundaram seu iate a cerca de 1.200 milhas da costa da Costa Rica. Antes do desastre, em 15 de junho de 1989, o casal correu para salvar mantimentos, equipamentos de pesca e a bomba manual “Survivor-35” — capaz de converter água salgada em potável — e entrou num bote de borracha.
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No bote, viveram mais de dois meses consumindo exclusivamente peixe cru e quase três litros de água fresca produzidos diariamente pela bomba. Ao final da provação, foram resgatados pela Guarda Costeira da Costa Rica e levados ao hospital de Golfito.
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Apesar das condições extremas, ambos estavam em bom estado geral, apresentando apenas desidratação e queimaduras de sol. William, então com 60 anos, disse que forçou a si e à esposa a comer “quase 2 libras de peixe cru por dia”. Mesmo assim, cada um perdeu cerca de 22 quilos ao longo da experiência.
Após a recuperação, o casal retornou aos Estados Unidos. William comentou: “É difícil acreditar que há sete dias ainda estávamos à deriva, tentando chegar à terra firme”. Durante a jornada, enfrentaram ataques de tubarões e cardumes famintos, e chegaram a ser procurados para livros e filmes, mas preferiram descansar “longe do mar, nas montanhas e planícies”.
William faleceu em junho de 2024, conforme obituário, que também relembrou suas aventuras náuticas desde os 14 anos — incluindo travessias do Atlântico, contorno do Cabo Horn e mais de 74.000 milhas navegadas a bordo dos barcos Siboney e New Chance.

