
Viatura de comando dos bombeiros e policiais em Crans-Montana após o incêndio no bar Le Constellation. (Foto: Instagram)
Uma jovem de 17 anos que sobreviveu ao incêndio no bar Le Constellation, no resort de esqui de Crans-Montana, na Suíça, relembra o caos que se formou quando as chamas consumiram o local, deixando cerca de 40 mortos e mais de 115 feridos.
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Laetitia Place contou à Reuters que, na madrugada de 1º de janeiro, teve de fugir empurrada por uma multidão que buscava as saídas estreitas. Muitos caíram, ficaram presos e não conseguiram escapar.
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“Vimos coisas horríveis que ninguém deveria presenciar”, disse Place, lembrando que “havia pessoas queimando e algumas já sem vida ao nosso lado”. Ela relata o medo intenso por si mesma, pelos amigos e por todos dentro do bar.
O também sobrevivente Samuel Rapp descreveu ter visto “corpos no chão, provavelmente mortos, com jaquetas cobrindo o rosto”. “Tentei filmar, mas a galera se atropelava na saída”, afirmou. Ele ouviu gritos de “Socorro! Por favor, nos ajudem.”
Em coletiva na quinta-feira, o comandante de polícia Frédéric Gisler confirmou que cerca de 40 pessoas morreram e pelo menos 115 ficaram feridas na tragédia.
Testemunhas disseram à BFMTV acreditar que faíscas de sparklers em garrafas de champanhe possam ter iniciado o fogo, mas a procuradora-geral Beatrice Pilloud afirmou que “não há confirmação” de causa. Ela informou que se investiga um possível flashover, quando gases quentes inflamam toda a estrutura de uma vez.
As autoridades descartaram qualquer suspeita de atentado terrorista ou dispositivo explosivo. O líder regional Mathias Reynard explicou que será preciso tempo para identificar todas as vítimas, muitas delas turistas internacionais, e o presidente suíço Guy Parmelin expressou condolências pelo X, dizendo que “o momento de alegria virou tragédia em Crans-Montana” e que seus pensamentos estão com as famílias.

