Lance seu negócio online com inteligência artificial e comece a ganhar dinheiro hoje com iCHAIT.COM

Mudança de gênero de neonazista reacende debate sobre Lei na Alemanha

Date:

 

Marla-Svenja Liebich, conhecida figura da extrema-direita alemã, começou a cumprir pena em um presídio feminino após mudar legalmente de gênero, amparada pela nova Lei de Autodeterminação, em vigor desde 2024. Liebich, de 54 anos, foi condenada em 2023 a um ano e meio de prisão por incitação ao ódio racial e difamação. Antes da transição, era conhecida como Sven Liebich.

A nova legislação permite que qualquer adulto altere oficialmente seu gênero com uma simples declaração em cartório, sem necessidade de laudos médicos ou avaliações psiquiátricas. A lei foi aprovada com apoio da coalizão governista e de movimentos progressistas, mas enfrentou oposição de partidos conservadores e da extrema-direita.

A transferência de Liebich para uma prisão feminina gerou polêmica, especialmente entre políticos conservadores. O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, criticou a situação, alegando que a lei está sendo usada de forma estratégica e ridiculariza o sistema judicial. Já a comissária federal para Direitos Queer, Sophie Koch, alertou que o caso pode ser explorado por extremistas como ferramenta de propaganda.

Com um histórico de militância neonazista, Liebich integrou o grupo extremista Blood and Honour, banido na Alemanha, e comercializava produtos voltados à ultradireita. Também protagonizou atos contra a comunidade LGBTQIA+, como a interrupção de uma parada do orgulho em 2022.

Recentemente, Liebich afirmou ter se convertido ao judaísmo e solicitou dieta kosher e supervisão rabínica na prisão, o que provocou reações negativas, inclusive do Comissário Alemão para o Antissemitismo, que considerou o pedido uma afronta a pessoas religiosas.

A controvérsia reacendeu o debate sobre possíveis lacunas na Lei de Autodeterminação. O bloco conservador CDU/CSU pressiona por mudanças, especialmente no que diz respeito à aplicação da norma no sistema prisional. O Departamento Prisional de Chemnitz informou que todas as internas passam por avaliação médica e psicológica, e que mudanças de cela ou separações só ocorrem mediante recomendação expressa.

Segundo dados do governo alemão, crimes de ódio contra pessoas LGBTQIA+ aumentaram quase dez vezes entre 2010 e 2023, o que reforça a complexidade e sensibilidade do tema no país.

Share post:

Popular

Notícias
Relacionadas

Gil do Vigor critica tratamento dado à mãe em loja após constrangimento

Gil do Vigor usou suas redes sociais para defender...

Viviane Batidão sofre acidente de lancha após show em Oeiras do Pará

Viviane Batidão usou suas redes sociais neste domingo (2/8)...

Vini Jr. compartilha álbum de férias com Virginia Fonseca antes de voltar ao Real Madrid

As férias de Vini Jr. chegaram ao fim, mas...

Paula Fernandes fala sobre liberdade após término e recebe apoio da mãe

Pouco mais de uma semana após anunciar o término...