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Bebê que nasceu com cotovelo virado para cima surpreende ao evoluir sem cirurgia: “Faz coisas que a gente achava impossível”

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João Pedro nasceu em maio de 2023 com uma condição rara chamada artrogripose, que afeta a formação das articulações. Natural de Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro, o bebê veio ao mundo com os ombros voltados para baixo, os cotovelos para cima e os braços completamente enrijecidos, o que impedia qualquer movimento nos braços e dedos.

A mãe, Carla Penha da Silva, de 35 anos, contou em entrevista à revista CRESCER que durante o pré-natal todos os exames apontavam para um desenvolvimento normal. “O médico falava que ele era perfeito”, disse. A notícia da artrogripose no dia do nascimento foi um choque: “Foi um susto! Queria saber do que se tratava”.

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Ainda nos primeiros dias de vida, João Pedro foi encaminhado ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), no Rio, onde passou a ser acompanhado pela terapeuta ocupacional Maria da Conceição Soares. “Ele passou no hospital todo e ninguém nunca tinha visto algo assim. É muito rara a posição que ele nasceu”, explicou a especialista. Por se tratar de um quadro incomum, não havia protocolo específico, e foi necessário desenvolver um plano de tratamento do zero.

A primeira tentativa foi com uma tala feita de ataduras e esparadrapo, mas João Pedro teve reação alérgica e precisou retornar ao hospital. Em seguida, Maria da Conceição desenvolveu uma órtese personalizada, feita com material leve, que era colocada por cima da roupa para evitar ferimentos. Com o crescimento do bebê e a mudança na posição dos braços, novas órteses foram sendo feitas ao longo dos meses.

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O tratamento também incluiu sessões semanais de fisioterapia. Aos poucos, João Pedro começou a apresentar sinais de progresso, sem necessidade de cirurgia. “Para mim, foi uma grande alegria vê-lo pegando o copo pela primeira vez, botando na boca e bebendo água sozinho, com 1 ano e 1 mês. Pensei que ia ser difícil, mas ele conseguiu numa boa. Hoje, ele pega as coisas para comer, bota tudinho na boca. Ele está ótimo, não para!”, contou Carla.

A evolução do menino também surpreendeu a profissional de saúde. “Ele já brinca, entra e sai do carrinho, ele come, leva a mão à boca, leva a mão ao olho. O que eu estou fazendo com ele agora é um refinamento”, disse Maria da Conceição, que atualmente trabalha em uma nova órtese para alongamento do peitoral.

Embora João Pedro esteja progredindo, o acompanhamento deve continuar durante os próximos anos. “Com o passar do tempo, vamos começar a espaçar os atendimentos, mas, nesse momento, ainda não. E, mesmo espaçando, vou atendê-lo até o final do seu crescimento. Não necessariamente vou intervir, mas preciso acompanhar, principalmente durante os estirões de crescimento, que acontecem de 0 a 4 anos e de 10 a 14”, concluiu.

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